Empresas têm alternativa sustentável e econômica com reaproveitamento

23/02/2017 21h27

Reuso de água e transformação de lodo em adubo são algumas das alternativas que a empresas do ES encontram para gerar economia e preservar o meio ambiente.

A cultura da reciclagem faz bem para o meio ambiente e também para a economia. Materiais que poderiam virar lixo e, consequentemente, um problema para a sociedade, quando devidamente recolhidos e tratados, podem gerar novo valor, como é o caso do esgoto.  A água dos efluentes das Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) do Espírito Santo, após tratada, está sendo reutilizada na construção civil, lavagem de vias públicas e na irrigação dos jardins municipais.

Screen Shot 2017-06-01 at 5.13.27 PMA iniciativa da Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan) promove o ciclo sustentável da água dos efluentes das ETEs, utilizando-a como fonte alternativa de suprimento para atividades menos nobres. “O projeto se torna sustentável, pois compete com a captação de água em corpos hídricos cuja capacidade de fornecimento de água bruta é limitada. Em alguns municípios do interior chega a ocorrer paralisação da captação em alguns períodos devido a total falta de água no leito do rio”, explica Fernando Baptista, engenheiro da Divisão de Meio Ambiente da Cesan.

A Cesan também desenvolve um projeto de transformação de lodo das Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) em adubo para uso na agricultura. O lodo é um subproduto do tratamento do esgoto. Ele é transportado para a Unidade de Gerenciamento de Lodo, onde recebe tratamento para eliminar os microrganismos vivos e deixá-lo em condições de uso para a agricultura. Esse lodo é rico em nitrogênio, fósforo, que são importantes para as plantas.

“Fizemos um estudo para pequenos produtores, para os quais o lodo foi distribuído. Acompanhamos a aplicação do produto para verificar sua eficácia e foi um sucesso. Houve aumento de produção das plantações de mamão e café, nas quais fizemos os testes. O desafio agora é mecanizar, para que possamos processar todo o lodo gerado nas ETEs”, afirma o gerente de Operação Metropolitana Norte, Luiz Cláudio Rodrigues.

A ArcellorMittal Tubarão também faz o reaproveitamento de água, por meio de uma estação interna de tratamento. A estação tem, hoje, capacidade de produzir até 400 m³/h de água industrial, a partir de efluentes industriais e domésticos tratados internamente. Essa água é utilizada na umectação de vias e aspersão de pilhas de matérias-primas.

Segundo o gerente de Produção de Energia, Fabrício Victor Assis, em paralelo a todas essas ações, a ArcellorMittal tem focado em projetos de fontes alternativas de água, como estudos na área de dessalinização e aproveitamento de efluente de tratamento de esgoto nos processos industriais junto à Cesan como, por exemplo, do Efluente da Estação de Tratamento de Esgoto de Camburi.

A empresa está conseguindo dar um novo destino aos resíduos industriais. A ArcellorMittal gera, aproximadamente, 600 quilos de resíduos para cada tonelada de aço produzido, dos quais a siderúrgica consegue reaproveitar 90% no processo de reciclagem. “Além do elevado índice de reaproveitamento interno, os principais destinos desses materiais têm sido as indústrias de cimento, química, construção civil, rodovias, cerâmica e produtores de gusa”, explica Assis.

No Sebrae o ciclo da sustentabilidade acontece por meio da capacitação dos catadores de materiais reciclados e orientação dos micro e pequenos empresários da correta destinação dos materiais que produzem. “O Sebrae oferecia capacitação administrativa para as empresas de reciclagem. Como as estruturas são muito pequenas, muitas vezes funcionando no quintal das pessoas, ajudamos esses pequenos empresários a se organizar gerencialmente”, conta Célia Perim, coordenadora do Núcleo de Sustentabilidade do Sebrae.

Além disso, a instituição também trabalha a redução do desperdício. “Promovemos o conceito de cinco menos e dos cinco mais. Os cinco menos significam menos água, energia, matéria prima, resíduo e poluição. Já os cinco mais são ganhos econômicos, lucro, competitividade, satisfação do consumidor, qualidade ambiental. É assim que conseguimos fazer com que nosso empresário entenda a importância da sustentabilidade, dos ganhos para o negócio, quando a empresa se volta para questões sociais e ambientais”, explica Célia.

 

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